Saiba mais sobre os hormônios femininos 

Os hormônios são substâncias produzidas pelo próprio organismo – glândulas endócrinas, neurônios ou órgãos – que atuam dentro das células, permitindo o transporte de informações entre elas ou até mesmo regulando determinadas funções corporais.

Sua circulação se dá por meio dos vasos sanguíneos, sendo possível realizar a dosagem dos mais variados hormônios para avaliar prováveis desarranjos no metabolismo.

Vários tipos de hormônios são produzidos dentro do nosso sistema e cada um tem sua finalidade, sendo todos de extrema importância para o correto funcionamento do corpo humano.

As principais funções dos hormônios são:

Funções reguladoras ou homeostáticas = manter a estabilidade funcional dos órgãos;
Integração entre os diversos sistemas do organismo;
Auxílio nas funções reprodutivas;
Crescimento e regeneração celular.
Para que essas atividades sejam exercidas com êxito é importante que haja um equilíbrio na produção hormonal. No entanto, o desequilíbrio hormonal – popularmente chamado de distúrbio hormonal – dificilmente é identificado com rapidez pelo ser humano.

No caso das mulheres, uma boa maneira de identificar possíveis alterações hormonais é observar a regularidade do ciclo menstrual. Muitas pacientes com distúrbios hormonais acabam apresentando ciclos menstruais irregulares, seja pela amenorréia (ausência da menstruação) ou pelo sangramento uterino irregular (ciclos menstruais mais curtos ou mais espaçados, podendo ter alteração no fluxo menstrual). Caso esses sintomas sejam identificados, é necessário procurar por um ginecologista o quanto antes.

Vale lembrar que existem diversos outros sintomas que podem indicar um possível desarranjo hormonal, porém eles são ainda mais difíceis de identificar e acabam passando despercebidos, tais como:

Irritabilidade;
Ansiedade;
Depressão;
Dor de cabeça;
Dor ou aumento da sensibilidade das mamas;
Retenção de líquidos ou inchaço nas pernas;
Cansaço;
Queda de cabelo;
Aumento de pelos corporais.
É necessário que a mulher esteja atenta aos sinais que seu corpo emite, pois são eles que indicarão possíveis problemas no organismo.

Como é feito o exame hormonal?
Para verificar se há algum problema hormonal é necessário que seja feito um exame de sangue ou até mesmo a coleta de saliva, entretanto, esse último método não é muito utilizado no Brasil.

O exame hormonal tem a função de identificar os níveis dos hormônios presentes na circulação sanguínea, verificando possíveis alterações em suas dosagens.

Cada exame exige um preparo específico e é fundamental obter todas as informações a respeito antes de realizar a coleta. O ideal é questionar sobre o preparo na hora do agendamento do exame.

Quais são os principais hormônios femininos?
O nosso organismo produz mais de 60 tipos de hormônios, sendo que cada um tem uma função específica de fundamental importância para o corpo humano. No entanto, alguns devem ser destacados pela maior utilização na prática clínica:

Testosterona:
Apesar de sempre ser relacionada ao sexo masculino, a testosterona é fundamental para a saúde sexual da mulher e também está presente em sua circulação sanguínea. No entanto, a quantidade desse hormônio é menor do que a encontrada no homem.
De acordo com uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais, 75% das mulheres com disfunção sexual apresentavam níveis baixos de testosterona.
Deficiência: diminuição na libido, desejo sexual hipoativo, perda de massa muscular, anemia, distúrbios do sono, fadiga ou aumento da gordura corporal.
Excesso: comportamento agressivo, acne, aumento da pilificação, perda de cabelo ou sinais de virilização (hipertrofia de clitóris e alteração na tonalidade da voz).
Melatonina:
É produzida pela glândula pineal (localizada no cérebro) e está muito correlacionada com a estabilidade do ciclo sono-vigília (regulação do sono), além de uma possível função de recuperação de células neurológicas nos casos de pacientes acometidas pela doença de Alzheimer. É chamada popularmente de “hormônio do sono”. Esse hormônio também está intimamente correlacionado com o adequado funcionamento do ciclo hormonal e da ovulação, sendo que estudos recentes demonstraram a presença de melatoninano fluido folicular ovariano.
Deficiência: distúrbio de ovulação, falência ovariana precoce (devido ao aumento de estresse oxidativo das células) e endometriose.
Excesso: desenvolvimento de tumores no sistema genital feminino.
Progesterona:
A progesterona está envolvida no ciclo menstrual, embriogênese (formação do embrião) e viabilidade da gestação. Entretanto, sua principal função está relacionada com o preparo endometrial (camada interna do útero) para o recebimento do embrião, estimulando também o preparo das mamas para a produção do leite materno.
Deficiência: infertilidade, irregularidade do ciclo menstrual e abortamento de repetição.
Excesso: sonolência, acne, humor depressivo, fadiga, dores articulares e alterações intestinais (constipação).
Estrogênio:
O estrogênio é o principal hormônio feminino e promove o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários da mulher, além de promover o crescimento uterino. Ele age também sobre o crescimento de outras células, aumentando o tamanho de músculos, mamas, glândulas e coxas.
Deficiência: osteoporose, suores noturnos, esquecimento, insônia e infertilidade.
Excesso: dor de cabeça, maior risco de episódios de trombose, náuseas e vômitos.
Cortisol:
Esse hormônio é produzido pelas glândulas supra-renais, sendo responsável por diversas funções do corpo, tais como ações anti-inflamatórias (especialmente no combate às alergias e alguns tipos de câncer), metabolismo da glicose e respostas imunes.
Deficiência: insônia, fadiga, falta de apetite e ansiedade.
Excesso: perda de cabelo, diminuição do tecido muscular, cicatrização lenta e insônia.

A partir de determinada idade, tanto a mulher quanto o homem passam a produzir menos hormônios devido a possíveis falências endócrinas parciais ou totais.

Um dos sintomas mais conhecidos pelas mulheres é a menopausa (ausência da menstruação por um período superior a 1 ano), entretanto há outros sinais correlacionados com a falta da fabricação dos hormônios, tais como:

Perda da modulação corporal–alteração no formato do corpo (principalmente das nádegas e dos seios);
Aumento da gordura corpórea – principalmente na cintura abdominal;
Desinteresse sexual;
Perde de memória;
Sintomas depressivos;
Distúrbios do sono.
Devido a isso, a reposição hormonal é aconselhável, tanto para evitar tais sintomas como para adquirir outros benefícios, tais como a preservação da libido, a prevenção da perda da massa óssea, a redução na incidência de alguns tipos de câncer e de doenças degenerativas.

Essa reposição hormonal pode ser feita de diferentes formas, como por exemplo: injeção, pílulas, gel, comprimidos vaginais ou implantes.

No entanto, a avaliação sobre uma possível reposição hormonal deve ser feita de forma individualizada, após a análise médica adequada.

Nunca inicie nenhum tipo de tratamento de reposição hormonal sem antes passar em avaliação com seu ginecologista.

Não é fácil identificar a falta de determinados hormônios em nosso organismo e, por isso, a mulher tem que estar em dia com os exames ginecológicos, bem como aos sinais que o próprio corpo dá quando algo não está funcionando adequadamente.

Fique atenta!

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