Consumir o sal rosa do Himalaia é puro modismo?

Mais uma vez um post polêmico sobre algum alimento e, como de costume, vamos compartilhar a nossa opinião sobre o tema.  Em primeiro lugar, o consumo de sal não refinado é sempre superior ao consumo de sal refinado por alguns motivos. Se o sal é rosa, azul, preto, vermelho…. da China, Paquistão, Venezuela, Peru ou Brasil, pouco importa.

Vamos às alegações:
“Obviamente consumir sal rosa do himalaia é puro modismo, aliás o sal não vem do Himalaia, mas sim do Paquistão.”
Na Índia, Paquistão e outros países o consumo de sal mineral (de rochas) é relativamente comum, e inclusive recomendado pela ayurveda para algumas finalidades. Se é um modismo, ele tem mais de 5.000 anos. E sim, o Paquistão, onde se encontram as maiores minas, está compreendido nos Himalaias, assim como a cordilheira dos Andes se estende para além dos limites do Peru.

“Ele realmente possui mais minerais que o sal comum, porém continua sendo uma quantidade insignificante. Para esses minerais atingirem concentrações ideais e surtirem efeito seria necessária uma enorme concentração de sal, o que não é viável. Continue apostando nas frutas legumes e verduras.”

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“Sal rosa tem muito flúor, que é altamente tóxico, prejudicando o funcionamento do nosso cérebro, será que vale a pena o risco?”
O sal rosa possui 83 minerais-traço, como iodo, manganês, vanádio, além do raro prometium (Pm)) e ainda, ferro. A sua cor se deve a essa concentração de minerais e ferro. Ele é indicado por inúmeros profissionais atualizados por conter minerais ionizados, o que proporciona melhor interação com os líquidos do organismo.

O Flúor do sal rosa é o natural, essencial à vida (criolito ou fluoreto de sódio, e fluorospar ou fluoreto de cálcio), presente em frutas como abacate e maçã, não é o mesmo adicionado na água ou pasta de dentes. Este sim é nocivo, já que é subproduto industrial tóxico chamado ácido fluorocilico, adquirido de fábricas de produtos químicos como a China. Trata-se de um coquetel tóxico de mais de 100 produtos químicos industriais e metais pesados, muitos dos quais são comprados em grandes quantidades a partir da China, onde tentam se livrar de seu excesso de resíduos tóxicos rotulando-o “fluoreto de sódio.” Esta confusão entre flúor natural e o ácido fluorocílico produzido industrialmente até pode confundir em um primeiro momento, mas basta pesquisar.

“Finalizando, o sal que consumimos sofre adição de iodo para controlar o Bócio, recomendação da OMS – organização mundial da saúde, e no Brasil a adição de iodo é obrigatória. ”
Parece que o autor desconhece que todo o sal rosa ou qualquer outro importado precisa ser iodado por legislação.

Em resumo: de novo vejo o sal criando mais barulho do que merece.

É possível resumir tudo o que você precisa saber sobre o sal em uma frase: Coma sal não-refinado (não importa a cor), em quantidades adequadas – nem muito, nem pouco.

Fonte: flaviopasso.puravida

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