CONSEQUÊNCIAS NO LUGAR DE CASTIGOS
Pais e filhos - - Posted on Agosto, 26 at 9:44 am
SERIA PRECISO REORGANIZAR ESSE RELACIONAMENTO ENTRE PAI, MÃE E FILHO. E A PRIMEIRA ATITUDE NESSE SENTIDO É COMEÇAR DO ZERO.

Quem aprendeu a ter lucros na delinquência precisa começar a ter prejuizos para que o equilibrio se restabeleça. O pai avisou ao filho que ele não deveria fazer tal coisa, mas seu limite foi ignorado. Então está na hora de estabelecer um prejuizo para o garoto entender que seu comportamento traz consequências.
É natural as crianças tentarem, de varias maneiras, recuperar o que foi perdido através do choro, depressão, agressão, cara fechada, mau humor, chute, raiva. Elas têm o direito de reagir. E os pais devem dizer: “Tudo bem você reagir, mas sua reação não vai mudar o que estabelecemos, pois você está recebendo o que mereceu”.
A explicação educativa dessa medida é fazer a criança sentir a perda que um mau comportamento traz. O ser humano se ressente de dois tipos de perda: a material e a psicológica.
Só a perda material (ficar privado de um objeto) não adianta. A perda psicológica (não ter a atenção dos pais) a criança sabe que os pais não conseguirão manter por muito tempo.
MULTA É PERDA MATERIAL; PRISÃO, PERDA DA LIBERDADE; E REJEIÇÃO, PERDA AFETIVA.
![]()
Quando todos os recursos ja foram utilizados pelos pais e derrubados pelo filho, resta uma ultima e drástica medida: a de perder a liberdade e o conforto material. Isso equivale a usar um lavabo como prisão para que ele reflita sobre o que fez.
Essa prisão domiciliar tem significado educativo. Portanto, não deve ser acompanhado de raiva, gritos e violência. Os motivos e os objetivos pelos quais o filho está sendo preso devem ser explicados com firmeza, olhos nos olhos, para que ele possa compreender e se modificar.
Um bom lugar é o lavabo ou qualquer outro aposento que não tenha nenhum conforto material nem condições de distrair a criança. Assim, ela esfria os animos e reconsidera a asituação. O periodo ideal para uma boa reflexão não deve passar de cinco minutos, pois se for maior a criança pode adormecer ou encontrar outro meio de esperar outro meio de esperar o tempo passar.
O que não deve é deixa-la sair correndo imediatamente para outra atividade. O que valida esse recolhimento é a conversa que se tem depois com o filho: mais calmo, ele deve falar sobre o que refletiu e não ficar ouvindo ” mais ladainhas” dos outros. Se ele não pensou nada durante o periodo, volta para mais um periodo de reflexão para expressar-se depois.
As perdas também devem ser progressivas e cumulativas. Se a criança ficar gritando, ofendendo, dizendo palavões, chutando a porta, a contagem dos cinco minutos será zerada e recomeçará.
Mãe e pai precisam assumir sua condição de educadores e fazer o filho entender que está sendo mal-educado, grosseiro e antiético. Em vez de aplicar castigos aleatoriamente, têm que reformular sua abordagem com condutas pautadas na coerência, na constância e na consequência para conseguir dos filhos resultados favoráveis.
O pai que descarrega um palavão ou um tapa na orelha da criança deixa de usar o melhor de si mesmo, os infindáveis recursos do cérebro humano, para lidar com a pessoa que mais ama, o proprio filho.
Posted in Pais e filhos |