A solução pode estar próxima, os cientistas estão tentando reequilibrar artificialmente o nivel de algumas substâncias que existem no cérebro para conseguir acabar com a compulsão.
Os laboratórios mais avançados do mundo estudam a relação entre a compulsão alimentar e as doenças neurofisiológicas (provocadas pelo mau funcionamento dos neurotransmissores, substâncias que fazem a ligação entre as células cerebrais). Alterações do hipocampo (região do cérebro ligada ao instinto) e um desequilibrio no nivel dos hormônios relacionados à fome causar compulsão. Uma vez comprovada a tese, surgirá uma nova abordagem de tratamento com o uso de medicamentos que repõem ou equilibram o nivel de neurotransmissores no cérebro.
COMIDA TEM A VER COM EMOÇÃO
O ato de comer é cheio de significados. A relação entre mãe e filho se faz por ai . Comida simboliza prazer, sucesso, a certeza de ser amado, poder… Analizando a alimentação sob esse aspecto, não é muito dificil entender por que tantas pessoas tentam resolver seus conflitos na mesa. Muitas vezes a compulsão alimentar está ligada a problemas emocionais.
A pessoa come mais porque não sabe lidar com determinada emoção. O alimento passa a ser maneira de preencher vazios emocionais. A compulsão pode ser decorrência de um quadro depressivo, pois a depressão leva a pessoa a comer sem controle e vice-versa. Quando isso acontece, o psicologo recorre ao psiquiatra para acompanhar o paciente e, na maioria dos casos, interferir no tratamento, com medicamentos antidepressivos.
A ARMADILHA DAS DIETAS
O numero de casos de disturbios alimentares aumentou muito com a imposição de um padrão de beleza inatingivel para a grande maioria das mulhere. A frustação por não conseguir chegar a perfeição leva a pessoa a desistir da dieta, começar o regime de novo depois de algum tempo e parar mais uma vez. Isso cria um circulo vicioso do qual é muito dificil sair.
REEDUCAÇÃO ALIMENTAR SEMPRE
Há casos em que o mecanismo ja existia sem que a pessoa percebesse, porque ainda tinha algum controle sobre ele. Essas situações são dificeis de ser revertidas, porque os háitos estão muito arraugados. O compulsivo alimentar grave reage como um dependente de drogas que, ao se ver privado da comida, sofre crises de abstinência.
Pode ser hipoglicemia, sudorese, tremores e até depressão. Por isso, o tratamento deve ser lento e gradativo, e nele a reeducação alimentar tem um papel importantissimo e exige acompanhamento nutricional. Muitas vezes terapia emocional e alimentar devem caminhar juntas.
O PODER DA SOLIDARIEDADE
A terapia individual foi utilizada por muito tempo para equilibrar o lado emocional dos pacientes compulsivos. Mas hoje sabe-se que a terapia em grupo é o melhor caminho, porque há indentificação e troca de experiências. A pessoa descbre que não é a única a sofrer com aquele problema e se sente mais motivada a continuar no dificil caminho da recuperação.
