chá verde e hepatotoxidade

O chá é a bebida mais comumente consumida no mundo, atrás somente da água. Há uma infinidade de estudos e evidências do potencial benéfico para a saúde, do consumo de chás, continuam surgindo. Porém, o mercado de encapsulados e fórmulas com extratos de chás, vem crescendo e surgindo, portanto, os questionamentos quanto ao consumo e prescrições em excesso.
Uma revisão sistemática, publicada recentemente, avaliou a segurança do consumo do chá verde e o consumo de extrato de chá verde em adultos, tendo como objetivo principal avaliar a hepatotoxidade, efeitos adversos e outras toxidades.

Os pesquisadores encontraram estudos toxicológicos sugestivos de sinais e gravidade dos efeitos adversos associados a exposição oral ao chá verde, seus extratos ou catequinas individuais, como o ECGC, variando de forma ampla e dose-dependente em animais.
Em humanos as toxidades encontradas na literatura são de caráter gastrointestinais e baixa taxa hepatotóxica, sendo claras as evidências de que as catequinas do chá verde não são genotóxicas ou carcinogênicas (não provocam mutações no DNA) e os pesquisadores relatam que faltam evidências documentadas de estudos epidemiológicos que relatam a associação entre o consumo do chá verde e aumento do risco de câncer.

Os autores concluem que o chá verde e seus extratos podem ser utilizados em doses seguras, em adultos sem doença hepática e função hepática adequada ou condições de saúde pré-existentes e alertam que deve ser consumido dentro de uma dieta equilibrada, pois a hepatotoxidade foi relatada como o principal efeito crítico sendo dose-dependente, tanto em animais quanto em estudos com humanos.

Procure sempre um nutricionista para adequar suas necessidades e nunca tome por conta própria suplementos ou encapsulados.

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