Para falarmos da rica gastronomia na França, é preciso lembrar-se de suas origens, explicar sua reputação, destacar as relações que ela mantém com as diversas produções alimentares inter-regionais e internacionais, e as suas tendências diante das novas culinárias hoje presentes.
A supremacia da cozinha francesa através da história é indiscutível e nos leva as suas origens medievais, bem como também a junção de três elementos indispensáveis: a riqueza de ingredientes, a sabedoria na maneira de utilizá-los e o requinte nos minimos detalhes. Com charme e versatilidade incontestáveis, seja na clássica cozinha ou no chamada Nouvelle Cuisine, a gastronomia francesa é referência no desenvolvimento de várias culinárias no mundo.
Com uma enorme variedade de pratos, tradicionalmente cada região francesa tem culinária própria: a noroeste usa manteiga, creme de leite (creme fraiche) e maçãs; a culinária provençal (do sudeste) prefere azeite, verduras e tomates; a sudoeste usa gordura de pato, figado de ganso (foie gras) cogumelos (cépes) e moelas; a culinária do nordeste relembra a culinária da Alemanha e usa banha de porco, salsichas e chucrute.
Responsáveis também pelo desenvolvimento da etiqueta e boas maneiras a mesa, os franceses são, em grande parte, metódicos no modo se alimentar. Comumente, o francês inicia o dia tomando um dejejum leve(pão e/ou cereal e/ou croissants e/ou pain ou chocolat, possivelmente café e, as vezes, frutas ou suco). No almoço e no jantar, uma refeição normal completa consiste de entrada (vegetais crus ou salada), prato principal (carne ou peixe, com acompanhamento de vegetais, massa, arroz ou batatas fritas), queijo e/ou sobremesa (frutas, tortas, bolos, cremes ou compota).
A França tem a cultura do consumo de vinho, e é bastante exigente na harmonia entre tipos de vinho e pratos. Mas essa característica vem diminuindo, e hoje apenas cerca de 30% dos franceses consomem vinho diariamente. Já a cerveja se tornou bem popular, especialmente entre os jovens.



